A árvore trimiasmática: um modelo para a medicina do sujeito
The trimiasmatic tree: a model for subject medicine
Luiz Ricardo Solon
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Introdução e histórico: este trabalho é uma releitura do mesmo tema apresentado no
XXI Congresso Brasileiro de Homeopatia (1992); trata-se de um ensaio teórico-
pedagógico sobre a participação do sujeito na construção das doenças crônicas da
perspectiva da homeopatia. Em 1992 este autor criou o modelo gráfico da árvore
trimiasmática para introduzir a concepção psicossomática dos miasmas desde o
nascimento do sujeito; a partir de 2003 o modelo sofreu uma renovação na perspectiva
da teoria da subjetividade e foi reeditado em 2010. Objetivos: a) contribuir para o
aprendizado da teoria miasmática entre os profissionais da saúde; b) contribuir para a
compreensão dos miasmas entre os usuários da homeopatia. Justificativa: a meu ver, a
demarcação da teoria dos miasmas por Hahnemann assumiu uma linguagem que não
privilegia o modo como cada sujeito participa na produção das doenças crônicas.
Metodologia: no período de 1992 a 1998 o modelo gráfico da árvore trimiasmática
serviu para ilustrar a configuração psicossomática dos miasmas a partir de três
macrosingularidades genéticas; desde 2003 foi utilizada a lógica configuracional da
dialética da subjetividade, que contribuiu para a construção e interpretação de uma
zona maior de sentidos subjetivos negativos produzidos pelo sujeito doente.
Resultados: a construção teórica do modelo e sua aplicação no consultório estimulou a
captação de macrosingularidades subjetivas na gênese emocional dos sujeitos, que se
tornaram ativos no processo de aquisição do autoconhecimento. As
macrosingularidades patogênicas desapareceram após a tomada do simillimum
miasmático, permitindo a eclosão de microsingularidades subjetivas e, em
consequência, a administração de uma segunda prescrição. Conclusão: o modelo
gráfico da árvore trimiasmática mostrou-se adequado para a compreensão dos
miasmas na perspectiva da dialética da subjetividade, outorgando ao sujeito doente
responsabilidade no processo saúde-doença e redefinindo a compreensão do modo de
sofrer. O modelo democratiza a troca de conhecimento entre médico e paciente,
tornando-os sujeitos teóricos das contradições subjetivas constituindo, efetivamente, o
cenário da consulta homeopática como medicina do sujeito.
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AMHMS, Campo Grande, MS, Brasil.